O lenço polaroid

Solução esperta para a digital print. É boa a idéia, a seleção de imagens também. 

Quem assina e não complica é francês Philippe Roucou. À venda na www.reborn.ws


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In Moda

Sensualidade em baixa voltagem e formalismo poético nessa coleção de vestidos, macacões, calças e paletós, sempre afastados do corpo e correndo por fora de tendências da hora. No desfile no Sesc Pompéia, a Maria Bonita partiu das obras da arquiteta Lina Bo Bardi, autora de prédios que revolucionaram a arquitetura pública no Brasil (o do Sesc é um deles) e se deu muito bem. O gosto por formas limpas, que é próprio da marca, encontrou uma fonte adequada de referência, traduzida em coleção rigorosa e inteligente. A silhueta é rígida em alguns pontos e fluida em outros, trafegando entre a forma natural e a construída. Imagens: divulgação SPFW.
In Arte, Cultura, Filmes, Livros

Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês,
![04-atalanteFR[1]](http://www.radarconsultoria.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/04-atalanteFR1.jpg)
o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)
![05-tarisasset_rgb[1]](http://www.radarconsultoria.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/05-tarisasset_rgb1.jpg)
e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês.

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de se republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:
“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.
In Moda

A Morte ronda a Moda e o Alexandre Herchcovitch, que nunca foi de osteoporose criativa, soltou as caveiras na passarela para mostrar coleção bem estruturada. A mera visão daqueles dentes escancarados poderia acionar os piores medos. Mas, estavam tão bem vestidos os rapazes-caveiras, que o que poderia ser filme B virou moda de qualidade. Falar de cinema vale porque a plataforma de partida desta coleção foi o Sétimo Selo, do Bergman, filme belo e sombrio de 1956. Aquele em que a Morte joga um jogo de resultado previsível com o personagem interpretado pelo Max Von Sydow. Melhor ainda é falar de alfaiataria, este champagne da costura. No caso, muito bem servido pelo estilista. Estavam lá todas as pequenas, grandes e sempre decisivas invenções na modelagem que o Alexandre sabe fazer. Imagens: divulgação SPFW
In Design

De 09 a 12 deste mês acontece a Stockholm Furniture Fair. Para quem não está de saco cheio da modéstia protestante do desenho escandinavo, como definiu com certa maldade um amigo argentino, poder ser interessante acompanhar o que vai rolar por lá. Na verdade isto é bobagem, pois é uma onda global essa que vai bater na capital sueca. O principal convidado é o inglês Paul Smith, que todo mundo que é da moda conhece como estilista, mas que tem carreira no design têxtil para forração e no de mobiliário. Este tecido bacana que aparece acima saiu da alfaiataria. Obviamente um universo que ele conhece muito bem.

Outra participação noticiada é a dos irlandeses do Superfolk, selecionados para a mostra Greenhouse, prestigiada divisão da feira destinada ao novo design. Novo para este estúdio significa beber direto do popular, recusando qualquer vinculação com o design erudito.

Esta é uma cadeira assinada pelo John Lidstén e batizada de Embroidery Chair. Trata-se disso mesmo, de uma cadeira bordada com cenas campestres aplicadas em um encosto que funciona como tela. É tão intencionalmente idílica quanto kitch, e a julgar por estes dois projetos pode mesmo rolar um culto à simplicidade extrema por lá. Mas isso também é uma consideração besta. Melhor é esperar prá ver e parar com estas leviandades. Se você quiser, vai poder acompanhar por aqui. A imagem P. Smith é cortesia da Stockholm Furniture Fair. A do Superfolk saiu do www.dezeen.com A Embroydery Chair encontramos no http://www.trendhunter.com