Archive for September 2009

 
 

Moda para viver nela

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Yeohlee é uma estilista que lida com questões entre dois mundos, moda e arquitetura. Conta ela que, um dia, estava absorvida pelas linhas do projeto de Renzo Piano no aeroporto de Kansai, em Osaka, quando se deu conta de que a multidão que transitava pelo espaço não estava vestida adequadamente. A partir daí ela desenvolveu coleção para viajantes, pesquisou materiais adaptáveis a vários climas, e chegou a uma estética acoplada a soluções práticas para pessoas em movimento. Para ela, a relação moda e arquitetura não se resume a transplantar para a roupa as linhas do edifício, mas em assimilar os princípios da arquitetura na moda, interpretando convergências de idéias entre as duas disciplinas. Yeohlee procura soluções para como o usuário entra, convive e sai de uma peça de vestuário, estabelecendo paralelos com as preocupações que mobilizam um arquiteto no projeto de uma habitação. Na imagem, um look do último  desfile em Nova York. www.coutorture.com

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O Piauí é aqui

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O país do futuro, o país continental, a oitava economia do mundo, potente a ponto de fazer o som das balas perdidas ecoar pelo planeta, o de todas as raças, o de Clarice Lispector, Machado de Assis, das bossas cariocas, da Bienal do Vazio, também é o país da moda. Nada de fashion weeks coalhadas de celebridades e imprensa internacional, estou falando da moda que se pratica em Arcolândia, Miraflores, São Raimundo Nonato, Divinópolis, Goânia e Birigui. Um dia tomei um avião em Porto Alegre, sobrevoei a Brasília de Niemeyer, Lucio Costa e das cidades satélites e pousei em Teresina. Era um dia fresco como disse o rapaz da van, com termômetros a 34 graus. À noite, no Piauí Center Moda, as luzes se apagaram, o cara da técnica abriu o som e uma fila de garotas altas e magras deslizou pela passarela. Trecho de texto homônimo publicado no Usefashion Journal em fevereiro de 2009.

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Louise Goldin

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Ela já trabalhou por aqui com a Tereza Santos, tem completo domínio sobre o knitwear e caminha a passos largos – não para consolidar um  estilo, que isto sobra-  mas um lugar estável.

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Goldim aponta para direções difíceis e vai levando um público com ela. Estas imagens são do desfile da semana passada em Londres.  Uma mistura estranha de cores pastéis, corsets à Gaultier -com peitos bem menores- o futurismo de sempre, e muito decor barroco.

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Tudo calçado por scarpins venenosos, cravejados de spikes e made in Brazil , conforme revela o carimbo na sola. Imagens: www.coutorture.com

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All in one

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Este objeto para calçar é feito de fibra de carbono, forrado com borracha na parte que toca o chão e de couro na que toca a pele.

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Consiste em uma única peça que envolve o pé evoluindo entre  o salto e a planta frontal. Mojito-shoe-by-Julian-Hakes

O pé completa o desenho criando uma ponte entre as partes. É todo um calçado em apenas uma peça. Chama-se  mojito o projeto audacioso do Julian Hakes, em alusão à fina fatia de limão da bebida mexicana. Agora só resta sair caminhando.

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Inhotim 2

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O artigo do Estado de São Paulo sobre o Inhotim -aquele que mordia o museu pelas bordas e desconsiderava tudo que ele tem dentro- rendeu um post e picos de entrada neste blog. Aí vai mais um capítulo dessa história, um link que dá acesso a uma matéria muito boa, publicada recentemente no New York Times, que também fala sobre o museu em Minas Gerais. A diferença é que este  texto dimensiona com exatidão o significado do Inhotim para a cultura global. O autor não perde de vista o que interessa: está aqui no Brasil o mais consistente projeto de arte contemporânea em andamento na atualidade. Na imagem: Mathew Barney, um dos novos artistas com trabalho no acervo, aberto ao público a partir de outubro.

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