Archive for November 2009

 
 

O MAXXI da Zaha Hadid

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“Um dado interessante sobre o museu em Roma é que ele não é apenas uma construção, mas um campo, o que significa que muitos programas podem ser anexados e desenvolvidos nele. Não é um museu, mas um centro.”

 A propria Zaha Hadid fala do seu projeto de 27.000 metros quadrados, prestes a ser inaugurado em Roma. O enorme espaço de concreto e vidro vai abrigar o MAXXI Art e o MAXXI Architecture a partir de 2010.

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Narcose

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Objetos de moda sempre funcionaram como tickets de acesso a algumas de nossas mais secretas felicidades. Com a profissionalização do setor, as ofertas abundantes, os ciclos organizados, e os eventos espetaculares, hoje o efeito é potencializado quase até a narcose, e todo o fascínio de um mundo de beleza, fama e celebridade, ou que seja apenas de satisfação pessoal, está disponível em alguns centímetros quadrados de tecido. Ilógico e espantoso, é verdade, mas desejável e eficiente, como se sabe. O fato é que enquanto nos dão suporte em outras conquistas, (e como fazem isso bem!) estes objetos descartáveis nos dominam inteiramente, e, de um shopping a outro, nos transformamos nestes seres bipolares, com sorte, munidos de cartões de crédito. Uns viciados em picos passageiros de auto-avaliação positiva diante do espelho dos provadores.

Trecho do texto Narcose, publicado em março de 2008 no Usefashion Journal. A imagem é da série  Nurses, do Richard Prince.

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Ode à qualidade

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Sempre me impressionou, e creio que impressiona a qualquer bom observador, a beleza contida nos detalhes técnicos. O bom corte, a precisão da modelagem, a qualidade das matérias-primas, o caimento dos tecidos e o modo como estes envolvem e são envolvidos pelas curvas do corpo. Não é de se espantar que a minha ode à qualidade seja ilustrada pelos detalhes da italiana Bottega Veneta, conhecida justamente pela excelência técnica dos seus produtos. As imagens são do coutorture.com .

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Estratégia fashion segundo Simmel

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“A moda é também apenas uma das formas pelas quais os homens, ao abandonar o exterior à escravidão do geral, pretendem salvar de modo mais pleno a liberdade interior. “

Georg Simmel, o pai da sociologia e da filosofia da moda escreveu isso lá na passagem do séc XIX para o XX. A imagem é de uma corrida de cavalos ainda no XIX.

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Um perfume de Duchamp

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Lá no começo do século XX, Marcel Duchamp formulou boa parte do que ainda hoje, na arte, se vende como novo. O homem esgarçou o cercadinho do que cabe ou não neste termo,  e incluiu um mundo novo  na definição. A arte nunca mais foi a mesma, como se sabe. Em 1921 ele lançou um perfume falso, o Belle Haleine, com direito a frasco elegante, caixa de embalagem em forma de caixão, e rótulo com imagem dele mesmo travestido de Rrose Sélavy, personagem feminino que o artista eventualmente incorporava. Setenta e cinco anos depois, em 1996 a dupla holandesa Viktor & Rolf, por sua vez especializada em alargar a idéia do que é ou não moda, também lançou o seu. A simulação incluiu uma campanha e muito barulho em toda a mídia para anunciar um perfume dentro de um frasco que não podia ser aberto. Recentemente, o italiano Francesco Vezzoli, agora de volta ao terreno da arte, lançou o seu Greed (Cobiça). Oitenta e sete anos depois, Vezzoli pretende expor o desvario mass media em torno dos produtos de luxo requentando  a idéia original de Duchamp. O suposto lançamento inclui comercial dirigido por Roman Polanski e estrelado pela Natalie Portman e pela Michelle Willians. As duas se atracam em cena, enlouquecidas pelo perfume inexistente. Confira no link abaixo e tenha em mente: os créditos vão todos para o velho Marcel.

http://dazeddigital.com/Fashion/article/1769/1/Francesco_Vezzolis_Greed_Online_Premiere

 

 

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