Spiral Jetty

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A obra matricial da Land Art dos anos 60 e 70 que o artista americano Robert Smithson plantou nas margens do Salt Lake em Utah, entra na rota da discussão sob preservação de obras contemporâneas. O caso é particularmente complicado. A Land Art ou Earth Art adotou a natureza como matéria prima e espaço para obras monumentais. Desta forma garantiu que elas nunca fossem absorvidas por museus e galerias. O preço a pagar, no caso da Spiral Jetty tem sido a constante ameaça do turismo desavisado, que insiste em carregar pedaços do trabalho como souvenir e, mais recentemente, de indústrias que pretendem construir na área. A Spiral passou anos submersa, como aparece na imagem acima.

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Um esvaziamento do lago a trouxe de volta consideravelmente modificada. Nesta imagem ela está como voltou à tona. A soma destes acontecimentos acionou o Depto de Conservação da DIA Art Foundation que detém os direitos da obra. Mês passado, a bordo de um balão, uma equipe documentou o estado dela e marcou o inicio de uma ação para preservar a grande plataforma em espiral que avança sobre as águas. Como e onde intervir é uma questão delicada. O próprio Smithson era bastante permeável a transformações impostas pela natureza. É dele a frase: “Nature does not proceed in a straight line. It is rather a sprawling development. Nature is never finished.”

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