Para um profissional da moda, o que primeiro se enxerga nestas telas é o colorido forte, a silhueta bem construída e o irresistível apelo fashion que emana das figuras e contamina a percepção. Aos poucos emergem outras referências. Entretanto, como em toda a arte contemporânea, nem mesmo a pintura realista do artista americano Barkley L Hendricks foge à necessidade de se ler a respeito dela. Ele captura não apenas a forma como seus modelos se vestem, mas também o humor que atravessa estas figuras representativas da rica e turbulenta cena da cultura negra dos anos 1960 e 70 na América.
Somos atraídos pela perfeita relação de cores e proporções, pelo estilo que dilui elementos esportivos, e o conjunto corteja as imagens de revistas de moda. Dura pouco esta ilusão. Algo de idiossincrático anula esta possibilidade e não há mais dúvidas de que estamos diante de um retrato de uma determinada pessoa, e não de uma imagem destinada à generalização.

Para quem gosta de moda, o que primeiro se enxerga nesta pintura é a silhueta bem construída e o irresistível apelo fashion que emana das figuras e contamina a percepção. Aos poucos emergem outras referências.

Como acontece em toda a arte contemporânea, nem mesmo a pintura realista do artista americano Barkley L Hendricks foge à necessidade de se ler a respeito dela. Ele captura não apenas a forma como seus modelos se vestem, mas o espírito de épcoca que atravessa estas figuras representativas da rica e turbulenta cena da cultura negra dos anos 1960 e 70 na América.

Uma leitura da obra de Hendricks pela perspectiva da moda é viável e prevista por ele, que corteja as imagens de revistas especializadas no assunto. Mas esta associação dura pouco. Algo de idiossincrático amplia esta possibilidade e logo não há mais dúvidas de que estamos diante de um retrato, e não de uma imagem destinada à generalização.
December 13th, 2009 → 9:00 am @ Eduardo Motta
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