Archive for January 2010

 
 

Glória Coelho na SPFW

A Gloria Coelho cita um aquecedor solar e um carro como fonte de referência. Faz deles um assunto e é com muita elasticidade que chega ao discurso sobre sustentabilidade ambiental, relacionando os dois produtos de empresas apoiadoras a tecnologias limpas. A física quântica também é mencionada. Assim como arquitetura e fractais. De tudo isso ela mimetiza formas alinhadas com seu universo futurista costumeiro e reitera a opção por não depender da gravidade, em coleção onde pouco explora caimentos, e gosta mesmo é de dar sustentação. Mesmo sob efeito de um elemento onde não há estrutura, que são as plumas curtas, esta roupa levita. Imagens: divulgação SPFW

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O mobiliário e os têxteis 2

Este é uma luminária assinada pelo Remi Bouhaniche e premiada em concurso de novos talentos na última imm cologne. A intensidade da luz é regulada pela distorção obtida na manipulação desta haste que movimenta o tecido. Para acender e apagar é só alongar o movimento. Segundo o próprio designer o projeto tem relação com o corpo. O tecido faz o papel da pele e a estrutura o dos ossos. O nome dela é Etirement, que traduzido do francês quer dizer, muito apropriadamente, alongamento. Fonte: divulgação imm cologne

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O mobiliário e os têxteis 1

A Ligne Roset acaba de lançar um sofá assinado pela designer francesa Inga Sempé, batizado de Ruché em virtude da técnica de costura empregada para se obter os pequenos volumes do acolchoado que é apoiado sobre a base de madeira ou metal.

A forma como este acolchoado se relaciona com a estrutura, perfeitamente adaptado e ao mesmo tempo desprendido dela é o que confere grande parte da graça da peça, perfeita no equilíbrio de linhas retas, volumes contidos e conforto.

É possível imaginar efeitos radicalmente diferentes, dependendo de qual tecido se usa na forração.

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Ronaldo Fraga na SPFW

A modelagem trai o desenho do corpo nesta coleção em que o estranhamento é o eixo e o Ronaldo parece um concentrado dele mesmo: teatral, com algo a dizer e sem medo de superpor camadas de informações à roupa. Embaralhando frente e verso ele deu forma à sua homenagem a Pina Bausch, em apresentação surreal e forçando a percepção do que é ou não uma coisa ou outra ao limite. Nada tem frente, costas, gênero. Muito menos o espectador deve ter apenas uma referência. E não se trata só de moda, nem de belo, nem de feio.

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Osklen na SPFW

Não é uma coleção fácil esta da Osklen, que o Oscar Metsavah chamou de “Trópico de Capricórnio” e recheou de modelagem tipo caixa, arriscando-se em novos desenhos. As formas rígidas e geométricas sugerem uma projeção daquilo que poderia ser a roupa um tempo adiante desse (ou seria atrás?). Nos recortes, dobraduras, e nas golas estruturadas, volta à memória a arquitetura do Frank Gehry. Mas esqueça o futurismo construído em titânio do arquiteto. Na Osklen só o desenho é remotamente espacial. A materia é primitiva e o uso nem está na pauta principal. Imagens: divulgação SPFW

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