
Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês,
![04-atalanteFR[1]](http://www.radarconsultoria.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/04-atalanteFR1.jpg)
o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)
![05-tarisasset_rgb[1]](http://www.radarconsultoria.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/05-tarisasset_rgb1.jpg)
e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês.

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de ser republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:
“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.




Alex
3 months ago
Me desculpe a defasagem temporal de dois meses no comentario
mas babei nesse box. Apesar de ja ter o Atalante e ter baixado o de nice agora nao consigo o Zero de Conduta de jeito nenhum
e ainda fico imaginando os extras…quem sabe no natal rsrsrrs. A minha vantagem eh que posso pegar o livro mencionado na blibioteca da faculdade, o que esse post me instigou a fazer, inclusive. Muito louvavel sua atitude da falar dele, o cara é bom mesmo. Continue incrementando essa seção de filmes por favor.