Archive for the Category Comportamento

 
 

O dia é das garotas 2

“A man has one hundred dollars and you leave him with two dollars, that’s subtraction.”

Depois das garotas sérias, vamos para uma divertida. Esta frase, outras tantas do mesmo calibre e muitas curvas fizeram a fama desta atriz que rezava pelo girls just wanna have fun.

Faltou ainda as medidas do busto, tão generosas que os aviadores ingleses apelidaram os coletes salva vidas durante a guerra com o nome dela: Mae West. Quando finalmente ficou famosa em 1926, foi com uma peça chamada Sex, que ela mesma escrevera. Ficou muito tempo em cartaz, até que a Sociedade de Supressão do Vício (!) fechou as portas e West foi presa, acusada de corromper a juventude da época. A partir daí ela não olhou para trás, virou mega estrela em Hollywood e fez vários filmes. Sempre exibindo a abundância física que a natureza lhe dera e disparandos quotes achincalhantes. Estes abaixo são do repertório dela, dessa rainha do escracho erótico. O dia hoje é da Mae West. Também.

“A melhor forma de se comportar é se comportar mal.”

“A virtude tem suas vantagens, mas não dá bilheteria.”

“Ama teu próximo. Se ele for alto, moreno e bonitão,será bem mais fácil…”

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O dia é das garotas

Algumas datas comemorativas são apenas estímulo para despesas imprevistas e desnecessárias. Não é o caso desta que tem um lastro tão denso de motivações históricas, que não há como deixar de lado e seguir adiante. Então vamos lá: todo dia 08 de março vale a pena lembrar que foram trabalhadoras indignadas com as más condições que levantaram a voz encorpando uma ancestral insatisfação com o papel relegado ao sexo feminino na vida privada e social. Há versões que contam que elas já reclamavam alto e bem antes. Outras afirmam que tudo começou em 1857, em uma fábrica americana. As tecelãs se rebelaram e os homens do poder chegaram e botaram fogo em tudo. Na fábrica e nas trabalhadoras. Cruel, é passado, mas ainda repercute forte.

Em seguida viriam tempos melhores, ditados por vozes como da Simone de Beauvoir. Prá citar apenas uma dessas mulheres brilhantes que o blog hoje homenageia. Nas imagens, feministas em 1922 e Simone, fotografada pelo Cartier Bresson.

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Pesquisa é isso aí

Se a tendência é militar, melhor é ir fundo no assunto. Uma rede de interessados alimenta sites variados com o que é necessário saber sobre o tema. Tudo que estamos vendo passar de um lado para o outro da passarela da hora tem um correspondente lá.

Entre vários tópicos interessantes, estas composições de looks completos são particularmente poderosas. Confira o balanceamento de cores, texturas, e as bem acertadas proporções dos acessórios.

Boa parte do apelo desta onda vem da funcionalidade, que dá substância e pertinência ao estilo. Roupas e objetos foram concebidos para situações extremas e quem adota o pacote completo é porque não pode ficar na mão. Daí até à correpondência com a sobrevivência nas grandes cidades é um pulo. Só não se esqueça de deixar fora da lista as armas e o ódio no coração. As imagens são de uniformes da Segunda Guerra. Muita gente competente trabalhou com eles na época, o Hugo Boss inclusive.

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Em algum lugar do passado

A Aesop é uma marca australiana de produtos  para cabelo, pele e corpo que só usa ingredientes botânicos  e já nasceu sob o signo da onda ambientalista. O projeto da loja aberta recentemente em Singapura conta com 30 km de fibra de coco dependuradas no teto. Combinada às tonalidades claras e aveludadas do ambiente, as fibras ajudam a criar um efeito despretensioso, confiável e aconchegante, colado na identidade da marca.

A luminária de prancheta de metal, ganhou esta cara nova com o uso da madeira. O studio Rooms assina este projeto de fina execução, que reembala um desenho clássico com o apelo vintage-afetivo-ambientalista do novo/velho material.

Este é um telescópio com todas as vantagens que a ótica moderna pode oferecer, ainda que não pareça e esta ilusão, que poderia ser depreciativa no passado recente, hoje seja vantagem. Outra vez é a madeira que desempenha este papel de antídoto contra uma possível frieza tecnológica e esquenta a relação com o objeto, que tem as mesmas medidas do que foi criado pelo Galileu. No caso, vale dizer que o do Galileu também era de madeira e este é uma recriação nos mesmos moldes em homenagem aos 400 anos do original. É do Odoardo Fioravante e foi desenvolvido para Palomar-AYL.

Aqui e ali e cada vez em maior número surgem exemplos como este. Eles deixam de lado qualquer pátina tecnológica futurista para adotar outra, ancorada em aspectos e técnicas que apelam para a natureza e para a eficácia de soluções do passado.  Como em todas as áreas em que as aparências contam, há vários níveis de adoção desta tendência. Há casos em que as medidas são efetivas, e soluções simples e varridas para fora dos interesses comerciais são recuperadas em boa hora. Noutros, a onda bate mesmo só na superfície, ou invoca a nostalgia, que nunca é muito consistente, mas é interessante ver como a coisa se desdobra e impacta a arquitetura e o design em várias áreas. As imagens são da Aesop e da Rooms, a do telescópio é da Emanuele Zamponi e todas elas são downloads do yatzer.com 

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Woodstock de ressaca

Prestes a assistir a versão intimista do cineasta Ang Lee sobre Woodstock, nos deparamos com estas imagens do Henry Diltz, o fotógafo que é uma espécie de historiador visual do período e da cena musical que viria a seguir.

The dream is over,  e era hora de limpar a bagunça. Sem compromisso com apologias, Diltz foi lá e registrou.

Não é para ser pessimista, mas um pouco de realismo não faz mal a ninguém. Imagens: Henry Diltz, Morrison Hotel Gallery.

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