Archive for the Category Filmes

 
 

A Single Man

A Single Man é o filme dirigido pelo Tom Ford que acaba de estreiar no Brasil transformado em Direito de Amar. Quem lidera o elenco é o Colin Firth, inglês como o personagem que interpreta, ele já levou o prêmio de melhor ator em Veneza e agora concorre ao Oscar. As críticas dissipam os temores de que Ford não daria conta de levar adiante esta adaptação para as telas da obra do escritor Christopher Isherwood e todos elogiam o trabalho do estreante. Ao que parece, o fato de estar habituado a exercer controle visual absoluto sobre o seu trabalho como diretor criativo na moda rendeu boa coisa.

Isherwood é este aí. Também inglês, e homossexual como Ford e o o personagem do romance, ele morreu em 1986, com 81 anos depois de uma longa relação com um companheiro trinta anos mais novo. O escritor perambulou pela Alemanha liberal do começo do século XX, migrou para os Estados Unidos em 39 e teve um caso de idas e vindas com o poeta Auden. Não é a primeira vez que ele chega ao cinema. O filme Cabaret, aquele dirigido pelo Bob Fosse e estrelado pela Liza Minelli nos anos 70 é uma adaptação de um dos contos do seu The Berlin Stories.  A Single Man é considerado seu melhor romance. Quanto ao filme, só mesmo vendo.

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Jean Vigo

 

Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês, 

o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)

e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês. 

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio  Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de ser republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:

“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.

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Este brinde eu quero!

 

Uma prévia dessa  produção Disney assinada pelo Tim Burton fica por conta do material promocional, distribuído para poucos sortudos. Este não é feio desejar. http://www.youtube.com/watch?v=OCv4c0uZoQ4
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Coco Chanel

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Madame retorna em filme de Anne Fontaine e com a atriz fetiche da França atual, a Audrey Tautou. O filme só entra em cartaz nacional no dia 30, e já começam a pipocar os lançamentos especiais, encampados por empresas ligadas à moda. No Rio, o Shopping Leblon sai na frente em sessão para convidados e abertura de exposição de fotos no dia 26. A diretora se concentra nos anos anteriores ao sucesso, na vida privada e nos amores de sua biografada. Ela deixa de lado a Chanel revolucionária, aquela que fez  o que fez em prol da moda e da condição feminina, a Chanel controvertida, aquela que namorou nazistas, e a Chanel profundamente mal humorada e intolerante, que são partes de uma personagem bem mais complexa do que a que vamos ver no filme. Mesmo assim, de Chanel sempre sobra muito e o espetáculo é bonito. Imagens do filme gentilmente enviadas pela Aproach  www.approach.com.br

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Beleza insuportável

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A sequência de abertura, ao som de Haendel, é um destes momentos em que o cinema envolve a tal ponto que você se deixa conduzir de bom grado para o desastre. E, no caso, ele é enorme. O Anticristo do Lars Von Trier é um filme sobre perdas e danos. Sejam eles momentâneos ou transcendentes o preço a pagar é muitíssimo alto. Nada se redime, natureza e cultura conspiram em um cruel pas de deux de masculino e feminino, inferno e paraíso, amor e maldade extrema, beleza e horror. Gozam e padecem os personagens, gozam e padecem os expectadores. Na estréia do filme em Cannes, o crítico Baz Bamigboye, do site do jornal inglês “Daily Mail”, indignou-se com a mistura crua de sexo, fábula, terapia e terror a ponto de pedir explicações ao cineasta. Von Trier mandou o crítico passear e disse que não havia o que explicar. Finalizou o bate boca afirmando que é o maior cineasta do mundo. Há momentos tão incrívelmente bonitos e reveladores no filme que fui obrigado a concordar com ele. São todos aqueles  em que você não odeia Lars von Triers, pelo inferno que ele lhe obriga a compartilhar.

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