Archive for the Category Livros

 
 

Jean Vigo

 

Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês, 

o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)

e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês. 

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio  Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de ser republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:

“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.

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Este brinde eu quero!

 

Uma prévia dessa  produção Disney assinada pelo Tim Burton fica por conta do material promocional, distribuído para poucos sortudos. Este não é feio desejar. http://www.youtube.com/watch?v=OCv4c0uZoQ4
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Dandismo

” O dandismo é último rasgo de heroísmo das decadências”. Baudelaire.

Este assunto, não apenas na dimensão histórica, mas nas releituras atuais, anda me contornando. Está em post recente aqui no blog,  sobre os curiosíssimos dândis do Congo, deve virar uma matéria para a coluna de cultura do usefashionjournal, e é o assunto do livro que me acompanhou nos últimos dias de férias: O Manual do Dândi, da editora Mimo. Saiu dele a frase que abre este texto. A foto é do Nadar.

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Hans Ulrich Obrist

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Conhecia este curador suiço por conta das ações à frente da Serpentine Gallery, em Londres, e não tinha idéia do real alcance das idéias dele. Pois esta falha foi corrigida em parte ouvindo-o falar recentemente. E ele fala muito, rápido e bem.

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Mas, foi lendo as entrevistas realizadas por Obrist ao longo dos últimos anos que ele tomou a devida estatura fente ao meu desconhecimento. Obrist  ignora pausas enquanto fala e desconhece fronteiras quando pensa. Não há compartimentação nas suas abordagens, só um fluxo torrencial e francamente interdisciplinar de idéias. Trânsito entre áreas diferentes, no caso dele, não é só teoria. A  Cobogó lançou parte destas entrevistas em dois volumes e promete outros mais.

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Não sei dizer se estarão à venda nas livrarias, mas o endereço da  Editora é  www.cobogo.com.br. Imperdível para quem quer entender a cultura contemporânea. Nas imagens, o próprio, a agenda dele e uma lista dos entrevistados na contracapa de um dos volumes.

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O paraíso de Borges

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“Sempre achei que o paraíso fosse uma espécia de livraria.” Jorge Luis Borges. Foto: Bibliothek, do Andreas Gursky. www.flickr.com    

 

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