Maria Bonita na SPFW

Sensualidade em baixa voltagem e formalismo poético nessa coleção de vestidos, macacões, calças e paletós, sempre afastados do corpo e correndo por fora de tendências da hora. No desfile no Sesc Pompéia, a Maria Bonita partiu das obras da arquiteta Lina Bo Bardi, autora de prédios que revolucionaram a arquitetura pública no Brasil (o do Sesc é um deles) e se deu muito bem. O gosto por formas limpas, que é próprio da marca, encontrou uma fonte adequada de referência, traduzida em coleção rigorosa e inteligente. A silhueta é rígida em alguns pontos e fluida em outros, trafegando entre a forma natural e a construída. Imagens: divulgação SPFW.
AGENDA: Fashion Rio, quarto dia. Segunda-feira

Acquastudio- depois do complexo trabalho com peças estruturadas por barbatanas da estação passada, vamos ver o que a Esther Bauman apresenta desta vez. A Acquastudio costuma fazer belos vestidos de festa.
Claudia Simões- a marca existe desde 1989, tem varias lojas no Rio e franquias pelo pais. A estilista procura equilibrar décor e cortes secos. Neste Fashion Rio anuncia a pintura expressionista americana e a controvertida e talentosa cineasta alemã Leni Riefenstahl como referência.
Maria Bonita Extra – a MBExtra ajudou a cunhar um novo estilo para a mulher brasileira. Nada de roupa justa e sexy, trata-se de lidar com feminilidade e graça, misturando ingenuidade com linhas contemporâneas. Vai mostrar romantismo temperado pela estética beatnik, em libelo à liberdade de ir e vir.
Juliana Jabour- disputada por garotas de todas as idades, nas últimas temporadas a marca ensaia vôos consistentes para além da malha circular que lhe deu fama e faturamento.
TNG- roupa jovem e comercial, atenta às tendências do momento e vendida a bom preço em lojas por todo o Brasil. Anuncia coleção de alma utilitária com referências na cultura Inuit. Na direção criativa, sai a Regina Guerreiro,e entra o Maurício Ianês.



