Baisers Volés

Em 1968, com as agitações estudantis ecoando ao longe na narrativa, Antoine Doinel foi dispensado do quartel por indisciplina. Da sala do seu comandante ele vai direto para um bordel e emenda o percurso batendo na porta da casa da namorada Christine, que não vê ha seis meses. Daí por diante ele é despedido de um emprego atrás do outro e se movimenta com a habitual graça e apetite pela vida que o ator Jean Pierre Leaud imprimiu ao personagem, em cinco filmes do diretor François Truffaut . Beijos Roubados é delicado, ágil, um retrato poético e bem humorado da passagem da adolescência para a vida adulta.  Ontem foi a quinta vez que vi o filme, e ele parecia fresco e convincente como em todas as outras.

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Jean Vigo

 

Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês, 

o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)

e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês. 

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio  Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de ser republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:

“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.

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Dovima e Jean Patchet

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Os Anos 50 e a noção de volume.

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O Pier Mauá

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O Fashion Rio dirigido pelo Paulo Borges acontece no Píer Mauá. Nos últimos anos, os projetos de revitalização deixaram um rastro de aspectos para essa área da cidade . O arquiteto Índio da Costa apresentou o seu, o francês Jean Nouvel idem, isso quando a idéia era abrigar ali um Museu Guggenheim. Franco atiradores também se arriscam e jogam na web delirantes versões Dubai para esta velha zona portuária. Nas imagens de baixo ela aparece como é,  com os armazéns restaurados e os enormes navios de cruzeiro ancorados em frente.

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