Jean Vigo

 

Sábado passado, saturado de matar o tempo com avatares e detetives truculentos fui em busca de um antídoto. Comprei o Jean Vigo completo, o que significam apenas 4 filmes incluindo o irreparável Zero de Conduta.

Além dele, a caixa traz o A Propósito de Nice, documentário ácido e poético sobre o balneário francês, 

o Atalante, talvez uma das melhores abordagens sobre relacionamento amoroso que o cinema já fêz, (o casal na proa te lembra alguma coisa?)

e Taris ou a Natação, documentário com tomadas elegantes e fora do padrão até hoje, que o diretor realizou sobre um nadador francês. 

Todos eles foram realizados entre 1930 e 34, quando Vigo morreu aos 29 anos. Apesar da carreira curta e dos poucos filmes, não é difícil ver que ele deu o norte para o melhor do cinema francês e mundial.

O grande teórico do cinema do Jean Vigo é o crítico brasileiro Paulo Emílio  Sales Gomes e os textos dele sobre o diretor acabam de ser republicados na íntegra pela Cosac Naify. Veja reação do François Truffaut quando leu este material:

“Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li. Trata-se de um livro monumental sobre Jean Vigo, sua vida, sua obra.” François Truffaut, Cahiers du Cinéma, 1954.

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Bienal do Mercosul 3

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Uma das melhores mostras da Bienal do Mercosul chama-se Desenho das Idéias e está no Margs, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, que fica bem no centro de Porto Alegre. Logo na entrada um grande trabalho do Iran do Espirito Santo oferece uma potente experiência ilusionista, e aparece pronto e em construção acima, ladeado por obras dos anos 70 do Cildo Meireles. Na outra imagem, é o próprio Cildo que está montando um dos seus trabalhos.

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Curada pela Victoria Noorthoorn, a exposição tem o cuidado de estabelecer paralelos entre a produção de argentinos e brasileiros, relação que padece de endêmica falta de esforço por parte da inteligência local e parece desafiar a de lá. Esta linha da curadoria é sublinhada nas salas em que ela aproxima Paulo Bruscky e Edgar Antonio Vigo, em recortes da safra dos anos 70, época em que ambos os artistas viviam sob ditaduras militares em seus respectivos países; e faz o mesmo com o carioca Milton Machado e a Marta Minujin de Buenos Aires. Os dois trabalhos acima são do Paulo Bruscky e não estão no Margs.

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De cima para baixo, as tres imagens são de obras recentes do chinês radicado em Nova York Yun Fei Ji, do uruguaio Ricardo Lanzarini e do mexicano Abrahan Cruzvillegas. As imagens são Cristiano Sant´Anna e do Eduardo Seidl, da Indicefoto.

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